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DECLARAÇÃO DE FÉ

A Igreja Batista do Trono é uma igreja essencialmente bíblica e apresenta abaixo sua declaração de Fé, baseada completamente em princípios e ensinamentos bíblicos.

I - Escrituras Sagradas

A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana.1 É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens.2 Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo.3 Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus.4 Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro, e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina.5 Revela o destino final do mundo e os critérios pelo qual Deus julgará todos os homens.6 A Bíblia é a autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual devem ser aferidas as doutrinas e a conduta dos homens.7 Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.8

1. Sl 119.89; Hb 1.1; Is 40.8; Mt 24.35; Lc 24.44,45; Jo 10.35; Rm 3.2; 1Pe 1.25; 2Pe 1.21

 2. Is 40.8; Mt 22.29; Hb 1.1,2; Mt 24.35; Lc 24.44,45; 16.29; Rm 16.25,26; 1Pe 1.25

3. Ex 24.4; 2Sm 23.2; At 3.21; 2Pe 1.21

4. Lc 16.29; Rm 1.16; 2Tm 3.16,17; 1Pe 2.2; Hb 4.12; Ef 6.17; Rm 15.4

5. Sl 19.7-9; 119.105; Pv 30.5; Jo 10.35; 17.17; Rm 3.4; 15.4; 2Tm 3.15-17

6.  Jo 12.47,48; Rm 2.12,13

7. 2Cr 24.19; Sl 19.7-9; Is 34.16; Mt 5.17,18; Is 8.20; At 17.11; Gl 6.16; Fp 3.16; 2Tm 1.13

8. Lc 24.44,45; Mt 5.22,28,32,34,39; 17.5; 11.29,30; Jo 5.39,40; Hb 1.1,2; Jo 1.1,2,14

II - Deus

O único Deus vivo e verdadeiro é Espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente, e onipresente; é perfeito em santidade, justiça, verdade e amor.1 Ele é o criador, sustentador, redentor, juiz e Senhor da história e do universo, que governa pelo seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu eterno propósito e graça.2 Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições.3 Por isso, a ele devemos todo o amor, culto e obediência.4 Em sua triunidade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas mas sem divisão em sua essência.5

1. Dt 6.4; Jr 10.1; Sl 139; 1Co 8.6; 1Tm 2.5,6; Ex 3.14; 6.2,3; Is 43.15; Mt 6.9; Jo 4.24; 1Tm 1.17; Ml 3.6; Tg 1.17; 1Pe 1.16,17

2. Gn 1.1; 17.1; Ex 15.11-18; Is 43.3; At 17.24-26; Ef 3.11; 1Pe 1.17

3. Ex 15.11; Is 6.2; 57.15; Jó 34.10

4. Mt 22.37; Jo 4.23,24; 1Pe 1.15,16

5.  Mt 28.19; Mc 1.9-11; 1Jo 5.7; Rm 15.30; 2Co 13.13; Fp 3.3

1 - Deus Pai

Deus, como Criador, manifesta disposição paternal para com todos os homens.1 Historicamente ele se revelou primeiro como pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de sua graça.2 Ele é Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por adoção.3 Aqueles que aceitam a Jesus Cristo e nele creem são feitos filhos de Deus, nascidos pelo seu Espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, dele recebendo proteção e disciplina.4

1.  Is 64.8; Mt 6.9; 7.11; At 17.26-29; 1Co 8.6; Hb 12.9

2. Ex 4.22,23; Dt 32.6-18; Is 1.2,3; 63.16; Jr 31.9

3. Sl 2.7; Mt 3.17; 17.5; Lc 1.35; Jo 1.12

4. Mt 23.9; Jo 1.12,13; Rm 8.14-17; Gl 3.26; 4.4-7; Hb 12.6-11

2 - Deus Filho

Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus.1 Nele, por ele e para ele foram criadas todas as coisas.2 Na plenitude dos tempos ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerada pelo Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, sendo, em sua pessoa, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.3 Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem.4 Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e revelou e obedeceu toda a vontade de Deus.5 Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando a culpa de nossos pecados, conquanto ele mesmo não tivesse pecado.6 Para salvar-nos do pecado, morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à destra do Pai, exerce o seu eterno sumo sacerdócio.7 Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens e o único e suficiente Salvador e Senhor.8 Pelo seu Espírito ele está presente e habita no coração de cada crente e na igreja.9 Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora.10

1. Sl 2.7; 110.1; Mt 1.18-23; 3.17; 8.29; 14.33; 16.16,27; 17.5; Mc 1.1; Lc 4.41; 22.70; Jo 1.1,2; 11.27; 14.7-11; 16.28

2. Jo 1.3; 1Co 8.6; Cl 1.16,17

3.  Is 7.14; Lc 1.35; Jo 1.14; Gl 4.4,5

4. Jo 14.7-9; Mt 11.27; Jo 10.30,38; 12.44-50; Cl 1.15,19; 2.9; Hb 1.3

5. Is 53; Mt 5.17; Hb 5.7-10

6. Rm 8.1-3; Fp 2.1-11; Hb 4.14,15; 1Pe 2.21-25

7. At 1.6-14; Jo 19.30,35; Mt 28.1-6; Lc 24.46; Jo 20.1-20; At 2.22-24; 1Co 15.4-8

8.  Jo 14.6; At 4.12; 1Tm 2.4,5; At 7.55,56; Hb 4.14-16; 10.19-23

9. Mt 28.20; Jo 14.16,17; 15.26; 16.7; 1Co 6.19

10. At 1.11; 1Co 15.24-28; 1Ts 4.14-18; Tt 2.13

 

3 - Deus Espírito Santo

O Espírito Santo, um em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina.1 É o Espírito da verdade.2 Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras.3 Ele ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina.4 No dia de Pentecostes, em cumprimento final da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, ele se manifestou de maneira singular, quando os primeiros discípulos foram batizados no Espírito, passando a fazer parte do Corpo de Cristo que é a Igreja. Suas outras manifestações, constantes no livro Atos dos Apóstolos, confirmam a evidência de universalidade do dom do Espírito Santo a todos os que creem em Cristo.5 Ele dá testemunho de Jesus Cristo e o glorifica.7 Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo.8 Opera a regeneração do pecador perdido.9 Sela o crente para o dia da redenção final.10 Habita no crente.11 Guia-o em toda a verdade.12 Capacita-o a obedecer a vontade de Deus.13 Distribui dons aos filhos de Deus para a edificação do Corpo de Cristo e para o ministério da Igreja no mundo.14 Sua plenitude e seu fruto na vida do crente constituem condições para uma vida cristã vitoriosa e testemunhante.15 O batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade 16 Os dons espirituais são distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontades 17

 

1. Gn 1.2; Jó 23.13; Sl 51.11; 139.7-12; Is 61.1-3; Lc 4.19,18; Jo 4.24; 14.16,17; 15.26; Hb 9.14; 1Jo 5.6,7; Mt 28.19

2.  Jo 16.13; 14.17; 15.26

3.  Gn 1.2; 2Tm 3.16; 2Pe 1.21

4. Lc 12.12; Jo 14.16,17,26; 1Co 2.10-14; Hb 9.8

5.  Jl 2.28-32; At 1.5; 2.1-4; Lc 24.29; At 2.41; 8.14-17; 10.44-47; 19.5-7; 1Co 12.12-15

6.  1Co 12.12-15

7.  Jo 14.16,17; 16.13,14

8.  Jo 16.8-11

9.  Jo 3.5; Rm 8.9-11

10.  Ef 4.30

11.  Rm 8.9-11

12.  Jo 16.13

13. Ef 5.16-25

14.  1Co 12.7,11; Ef 4.11-13

15. Ef 15.18-21; Gl 5.22,23; At 1.8

16. At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7

17. 1 Co 12.1-12

III - O Homem

Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à sua imagem e conforme a sua semelhança e disso decorrem o seu valor e dignidade.1 Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar.2 Seu espírito procede de Deus e para ele retornará.3 O criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada.4 Criado para a glorificação de Deus.5 Seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir sua divina vontade.6 Ser pessoal e espiritual, o homem tem capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente, a verdade revelada, e tomar suas decisões em matéria religiosa, sem mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso.7

1. Gn 1.26-31; 18.22; 9.6; Sl 8.1-9; Mt 16.26

2. Gn 2.7; 3.19; Ec 3.20; 12.7

3. Ec 12.7; Dn 12.2,3

4. Gn 1.21; 2.1; Sl 8.3-8

5. At 17.26-29; 1Jo 1.3,6,9

6.  Jr 9.23,24; Mq 6.8; Mt 6.33; Jo 14.23; Rm 8.38,39

7. Jo 1.4-13; 17.3; Ec 5.14,17; 1Tm 2.5; Jó 19.25,26; Jr 31.3; At 5.29; Ez 18.20; Dn 12.2; Mt 25.32,46; Jo 5.29; 1Co 15; 1Ts 4.16,17; Ap 20.11-30

 

IV - O Pecado

No princípio o homem vivia em estado de inocência e mantinha perfeita comunhão com Deus.1 Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus e dele ficou separado.2 Em consequência da queda de nossos primeiros pais, todos somos, por natureza, pecadores e inclinados à prática do mal.3 Todo pecado é cometido contra Deus, sua pessoa, sua vontade e sua lei.4 Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo.5 O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Jesus Cristo, o Filho de Deus, como salvador pessoal.6 Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além de se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus.7 Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo.8

1. Gn 2.15-17; 3.8-10; Ec 7.29

2. Gn 3; Rm 5.12-19; Ef 2.12; Rm 3.23

3. Gn 3.12; Rm 5.12; Sl 51.15; Is 53.6; Jr 17.5; Rm1.18-27; 3.10-19; 7.14-25; Gl 3.22; Ef 2.1-3

4. Sl 51.4; Mt 6.14; Rm 8.7-22

5. Mt 6.14,15; 18.21-35; 1Co 8.12; Tg 5.16

6.  Jo 3.36; 16.9; 1Jo 5.10-12

7. Rm 5.12-19; 6.23; Ef 2.5; Gn 3.18; Rm 8.22

8. Rm 3.20; Gl 3.10,11; Ef 2.8,9

 

V - Salvação

A salvação é outorgada por Deus pela sua graça, mediante arrependimento do pecador e da sua fé em Jesus Cristo como único Salvador e Senhor.1 O preço da redenção eterna do crente foi pago de uma vez por Jesus Cristo, pelo derramamento do seu sangue na cruz.2 A salvação é individual e significa a redenção do homem na inteireza do seu ser.3 É um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação.4

1. Sl 37.39; Is 55.5; Sf 3.17; Tt 2.9-11; Ef 2.8,9; At 15.11; 4.12

2. Is 53.4-6; 1Pe 1.18-25; 1Co 6.20; Ef 1.7; Ap 5.7-10

3. Mt 116.24; Rm 10.13; 1Ts 5.23,24; Rm 5.10

4. Rm 6.23; Hb 2.1-4; Jo 3.14; 1Co 1.30; At 11.18

A regeneração é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo o pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo em que o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna..1 Há duas condições para o pecador ser regenerado: arrependimento e fé. O arrependimento implica mudança radical do homem interior, por força do que ele se afasta do pecado e se volta para Deus. A fé é a confiança e aceitação de Jesus Cristo como Salvador e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador.2 Nessa experiência de conversão o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz.3

1.  Dt 30.6; Ez 36.26; Jo 3.3-5; 1Pe 1.3; 2Co 5.17; Ef 4.20-24

2.  Tt 3.5; Rm 8.2; Jo 1.11-13; Ef 4.32; At 11.17

3. 2Co 1.21,22; Ef 4.30; Rm 8.1; 6.22

A justificação, que ocorre simultaneamente com a regeneração, é o ato pelo qual Deus, considerando os méritos do sacrifício de Cristo, absolve, no perdão, o homem de seus pecados e o declara justo, capacitando-o para uma vida de retidão diante de Deus e de correção diante dos homens.1 Essa graça é concedida não por causa de quaisquer obras meritóritaspraticadas pelo homem mas por meio de sua fé em Cristo.2

1.  Is 53.11; Rm 8.33; 3.24

2. Rm 5.1; At 13.19; Mt 9.6; 2Co 5.31; 1Co 1.30

3. Gl 5.22; Fp 1.9-11

A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para sua vida e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita.1 Ela ocorre na medida da dedicação do crente e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo.2

1.  Jo 17.17; 1Ts 4.3; 5.23; 4.7

2. Pv 4.18; Rm 12.1,2; Fp 2.12,13; 2Co 7.1; 3.18; Hb 12.14; Rm 6.19

A glorificação é o ponto culminante da obra da salvação.1 É o estado final, permanente, da felicidade dos que são redimidos pelo sangue de Cristo.2

1. Rm 8.30; 2Pe 1.10,11; 1Jo 3.2; Fp 3.12; Hb 6.11

2. 1Co 13.12; 1Ts 2.12; Ap 21.3,4

 

 

VI- O Batismo e a Ceia do Senhor

O batismo e a ceia do Senhor são as duas ordenanças da igreja estabelecidas pelo próprio Jesus Cristo, sendo ambas de natureza simbólica.1 O batismo consiste na imersão do crente em água, após sua pública profissão de fé em Jesus Cristo como Salvador único, suficiente e pessoal.2 Simboliza a morte e sepultamento do velho homem e a ressurreição para uma nova vida em identificação com a morte, sepultamento e ressurreição do Senhor Jesus Cristo e também prenúncio da ressurreição dos remidos.3 O batismo, que é condição para ser membro de uma igreja, deve ser ministrado sob a invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.4 A ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: O pão e o vinho.5 Nesse memorial o pão representa seu corpo dado por nós no Calvário e o vinho simboliza o seu sangue derramado.6 A ceia do Senhor é  celebrada pela igreja até a volta de Cristo e sua celebração pressupõe o batismo bíblico e o cuidadoso exame íntimo dos participantes.7

 

1. Mt 3.5,6,13-17; Jo 3.22,23; 4.1,2; 1Co 11.20,23-30

2. At 2.41,42; 8.12,36-39; 10.47,48

3. Rm 6.3-5; Gl 3.27; Cl 2.12

4. Mt 28.19; At 2.38,41,42; 10.48

5-6. Mt 26.26-29; 1Co 10.16,17-21; 11.23-29

7. Mt 26.29; 1Co 11.26-28; At 2.42; 20.4-8

 

VII. A Igreja 

Cremos que uma Igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados01, associados pelo pacto na fé e comunhão do Evangelho02; observando as ordenanças de Cristo03; governados por suas Leis04, e exercitando os dons, direitos, e privilégios investidos neles pela sua Palavra05; vivendo a comunhão dos santos, o exército dos ministériosatravés de Apóstolos, Profetas, Pastores, Evangelistase mestres, e dos dons para edificação do corpo e cumprimento da missão de anunciação do evangelho.

1Co 1.1-13, Mt 18.17, At 5.11, 8.1, 1Co 4.17, 14.23, 3Jo 9, 1Tm 3.5 

At 2.41-42, 2Co 8.5, At 2.47, 1Co 5.12-13 

1Co 11.2, 2Ts 3.6, Rm 16.17-20, 1Co 11.23-27, Mt 18.15-20, 1Co 5.1-6, 2Co 2.7, 1Co 4.17 

Mt 28.20, Jo 14.15, 15.12, 1Jo 4.21, Jo 14.21, 1Ts 4.2, 2Jo 6, Gl 6.2,

EF 4:11ª16 , I cor 12

 

 

XII - Mordomia

Mordomia é a doutrina bíblica que reconhece Deus como Criador, Senhor e Dono de todas as coisas.1 Todas as bênçãos temporais e espirituais procedem de Deus e por isso os homens devem a ele o que são e possuem e, também, o sustento.2 O crente pertence a Deus porque Deus o criou e o remiu em Jesus Cristo.3 Pertencendo a Deus, o crente é mordomo ou administrador da vida, das aptidões, do tempo, dos bens, da influência, das oportunidades, dos recursos naturais e de tudo o que Deus lhe confia em seu infinito amor, providência e sabedoria.4 Cabe ao crente o dever de viver e comunicar ao mundo o Evangelho que recebeu de Deus.5 As Escrituras Sagradas ensinam que o plano específico de Deus para o sustento financeiro de sua causa consiste na entrega pelos crentes de dízimos e ofertas alçadas.6 Devem eles trazer à igreja sua contribuição sistemática e proporcional com alegria e liberdade, para o sustento do ministério, das obras de evangelização, beneficência e outras.7

1. Gn 1.1; 14.17-20; Sl 24.1; Ec 11.9; 1Co 10.26

2. Gn 14.20; Dt 8.18; 1Cr 29.14-16; Tg 1.17; 2Co 8.5

3. Gn 1.27; At 17.28; 1Co 6.19,20; Tg 1.21; 1Pe 1.18-21

4. Mt 25.14-30; 31.46

5. Rm 1.14; 1Co 9.16; Fp 2.16

6. Gn 14.20; Lv 27.30; Pv 3.9,10; Ml 3.8-12; Mt 23.26

7. At 11.27-30; 1Co 8.1-3; 2Co 8.1-15; Fp 4.10-18

 

 

XIII - Evangelização e Missões 

A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando à reconciliação do homem com Deus.1 É dever de todo discípulo de Jesus Cristo e de todas as igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do Evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo à igreja batizá-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou.2 A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso a igreja deve promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a sua seara.3

 

1. Mt 28.19,20; Jo 17.30; At 1.8; 13.2,3

2. Mt 28.18-20; Lc 24.46-49; Jo 17.20

3. Mt 28.19; At 1.8; Rm 10.13-15

 

 

XIV - Educação Religiosa 

 

O ministério docente da igreja, sob a égide do Espírito Santo, compreende o relacionamento de Mestre e discípulo, entre Jesus Cristo e o crente.1 A palavra de Deus é o conteúdo essencial e fundamental nesse processo e no programa de aprendizagem cristã.2 O programa de educação religiosa na igreja é necessário para a instrução e desenvolvimento de seus membros, a fim de “crescerem em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. À igreja cabe cuidar do doutrinamento adequado dos crentes, visando à sua formação e desenvolvimento espiritual, moral e eclesiástico, bem como motivação e capacitação sua para o serviço cristão e o desempenho de suas tarefas no cumprimento da missão da igreja no mundo.3
 

1. Mt 11.29,30; Jo 13.14-17

2. Jo 14.26; 1Co 3.1,2; 2Tm 2.15

3. Sl 119; 2Tm 3.16,17; Cl 1.28; Mt 28.19,20

 


O Mundo Vindouro

Cremos que o fim do mundo está se aproximando1; que no último dia Cristo descerá do céu2, e ressuscitará os mortos da sepultura para retribuição final3; que uma solene separação então tomará lugar4; que o ímpio será condenado à punição, e o justo ao júbilo infindável5; e que este julgamento fixará para sempre o estado final dos homens no céu ou no inferno, sobre os princípios da justiça.6

Hávera a Segunda Vinda premilenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira - invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda - visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos7 Todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra8 O juízo vindouro  recompensará os fiéis e condenará os infiéis9  A vida eterna será de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis10

 

1. 1Pe 4.7, 1Co 7.29-31, Hb 1.10-12, Mt 24.35, 1Jo 2.17, Mt 28.20, 13.37-40, 2Pe 3.3- 13 

2. At 1.11, Ap 1.7, Hb 9.28, At 3.21, 1Ts 4.13-18, 5.1-11 

3. At 24.15, 1Co 15.12-59, Lc 14.14, Dn 12.2, Jo 5.28-29, 6.40, 11.25-27, 2Tm 1.10, At 10.42 

4. Mt 13.49,37-43, 24.30-31, 25.31-33 

5. Mt 25.31-46, Ap 22.11, 1Co 6.9-10, Mc 9.43-48, 2Pe 2.9, Jd 7, Fp 3.18-19, Rm 6.23, 2Co 5.10-11, Jo 4.36, 2Co 4.18 

6. Rm 3.5-6, 2Ts 1.6-12, Hb 6.1-2, 1Co 4.5, At 17.31, Rm 2.2-16, Ap 20.11-12, 1Jo 2.28, 4.17

7. 1Ts 4.16. 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14

8. 2Co 5.10

9. Ap 20.11-15

10. Mt 25.46

(11) 99870-9001

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Av. São João, 329 - Centro

Atibaia - SP - 12940-260

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